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Prà Vida Real

Blog de Ana Calha. Sobre Diálogo que nos aproxima. Uns dos outros.

Prà Vida Real

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Reboot

Os últimos dias abriram-me de novo os olhos para aquilo que já sei mas que escolho sem querer por vezes ignorar: não podemos nunca ficar complacentes com a forma como tratamos os outros

 

Tenho prestado atenção ao que me sai da boca e é quase caricato. Note to self: três coisas que me estão a magoar bastante e que, quando não as faço, vejo logo resultados fantásticos. 

 

1) Querer desesperadamente que me dêem resposta  às minhas perguntas/ansiedades. Por si só, isso já traz uma pressão brutal à outra pessoa. A agravante é o que vem a seguir. Fazer uma pergunta e não ter resposta. Ou não esperar pela resposta. A minha péssima solução? Fazer mais uma pergunta e mais outra. Ah, e ainda outra. Um grande treino tem sido aguardar a resposta mesmo que leve muito tempo. E muito tempo pode ser semanas. Confiar que a outra pessoa ouviu (e todos sabemos que ouviu SEMPRE) e que decide sozinha quando responder. 

 

2) Cobrar amor e atenção. Acho que nem vale a pena explicar muito. Tem sido tão diferente dizer o que preciso de alguém seja em que relação for, ao invés de apontar o dedo à pessoa por não fazer, não dar...

 

3) Dizer ao outro o que está a pensar e o que acha da vida. Que mau hábito este. Pela arrogância de achar que sei o que é mais certo, oiço-me a dizer "não, tu sabes que não é assim". "Mas tu não achas isso." Que importante reconhecer a diferença do outro. Até mesmo dizer "não concordo mas percebo". Ou ainda "não percebo mas compreendo que penses assim". Na realidade é impossível ter uma conversa que funcione sem reconhecer o que outro é e tem para dar. 

 

Está a ser bom olhar, rever e fazer reboot.

Em suma: confiar no outro, deixar o outro ser quem é. E confiar em mim para não precisar de tanta atenção e reconhecimento. 

Recomendo o livro    51TyVaEMHKL._SY344_BO1,204,203,200_.jpgO título é enganador. Pode parecer que fala de técnicas para conseguirmos o que queremos, mas é de facto sobre sararmos as nossas feridas antigas para não procurarmos numa relação as soluções para as mesmas. 

 

Assim vai ficando tão melhor esta bela vida. Enjoy. 

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